segunda-feira, 24 de maio de 2010

Minha Disneylândia toda!


Enfim eu descobri qual a verdadeira graça da surpresa. Não, a graça não esta no fato de você não saber que irão fazer algo que já planejam. É sempre ruim ficar com aquela sensação de "Tenho que fingir que não sei". O verdadeiro UP da surpresa é saber que ela existe, não imaginar o que é, e no final ser surpreendido de maneira emocionada e especial.

Meu 23 de maio foi assim, cheio de surpresas nem tão secretas e sensações únicas e afloradas. Não poderia estar mais perfeito, álias, até hoje acho que foi o melhor dia de toda a minha vida. Parece simples para quem não conhece, para quem acha bobeira ser feliz. Quando vi a silhueta daquelas dezenas de orelinhas de mickey, todas projetadas sob um fundo azul e aquele arco imenso de bexigas azuis, vermelhas e amarelas, eu quase infartei. Estavam todos lá, todos mesmo. As meninas lindamente enfeitadas com um laço vermelho e os rapazes vestidos com um par de orelhas pretas redondas e despidos de qualquer medo e vergonha boba. Eu não chorei, verdade. Mas foi por bem pouco que não me derramei daquela escadaria até o chão.

Um beijo em cada um, um abraço breve e o agradecimento de terem vindo. No meio de toda aquela recepção acolhedoríssima eu acabo por não notar que alguém faltava, álias, faltavam.


Tapa os olhos, isso. Vira de costas! (...) Pode olhar!


Não tive olhos para qualquer coisa que não fosse aquela Minnie e aquela cabeça de Mickey em tamanho real. (Fiquei alguns segundos olhando fixo para o desenho de um nariz e bigodes feitos as pressas na Dona Sandra). Orelhas de tecido, laço gigante, roupa preta e vermelha com mangas bufantes, luvas até o cotovelo e meia-calça preta. A cabeça aparentemente pesada, terno apertado estilo conserto de piano, calça vermelha desconfortável e pantufas. Não me lembro de sentir tanta felicidade num único dia, num único instante. Enquanto eu abraça à todos, eles (pai e mãe) correram e se vestiram de emoção. Só via os bracinhos do papai Francisco balançando uma coroa de plástico prateado e com detalhes coloridos. Ele me olhou (pela grade na boca do Mickey) e ajeitou a coroa em meu cabelo. Minha mãe me abraçou e disse que me ama!

Naquele instante notei no olhar de cada um que estava ali, que também acham que sou uma pessoa por demais abençoada. Tenho uma família linda, que me ama e que faz questão de exteriorizar isso. Tem como não ser feliz? Tem?








Beijo ;*

Um comentário:

  1. As vezes tenho medo de surpresas, apesar de achá-las empolgantes!

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