quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

cont...

Enquanto o corpo rígido e quente se acostumava com aquele revólver caminhando por todas as suas curvas, ela sorriu e lambeu sua virilha salgada e melada de gozo. Percebeu que ele gostava de brincar de atirar, sempre sem balas, até que por fim uma surgiu perfurando sua cabeça.
Ele caminhou até o criado mudo, colocou o revólver sobre a bíblia e pegou suas calças jogadas no chão. Deitou sobre o corpo branco dela, aproximou-se de seus lábios e a beijou pela ultima vez. Tratou então de abrir aquele par de pernas e sentiu o cheiro de sexo, o gosto, colocando os dedos e apalpando a vagina rosada da garota. Sorrindo sentou-se a beira da cama e ascendeu um cigarro amaçado, talvez o ultimo da noite. Levantou-se e andou até a janela, se apoiou e ficou por alguns minutos observando a cidade toda cheia de luzes coloridas, fumou outro cigarro, quebrando o trato que tinha feito consigo mesmo de parar com todos seus vícios.
Ajeitou o corpo dela sobre a cama, a cobrindo até os ossos proeminentes em sua cintura, deixando também duas rosas entre os belos e pequenos seios de sua heroína; uma rosa Branca representando a vida e uma vermelha representando o amor. O filete de sangue que escorria ainda quente sobre o rosto de porcelana daquela vadia, agora tão inofensiva, representava o fim de uma história de amor que nunca existiu.
Fez então uma ligação, desceu as escadas e entrou em seu carro. Arrumou desastrosamente os cabelos grisalhos e ajeitou o retrovisor enquanto olhava fixamente para a janela do quarto. Acenou como se estivesse se despedindo de alguém, na promessa de um breve retorno. Só ligou o carro quando percebeu que as sirenes estavam cada vez mais perto.





- Continuidade do conto "Sadomasoquismo são" enviado por uma leitora anônima do blog.



[Playlist: Amy Winehouse - What it is about men]


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